quarta-feira, 13 de maio de 2015

Ele e A Succubus

À noite, numa rua deserta, encostado num poste de luz estavam ele, e ela, fazendo coisas obscenas dignas de serem invisíveis para os olhos públicos. O rapaz lançava gemidos de contentamento, pequenos ruídos que atiçavam mais ainda a vontade dela.

Seu instrumento estava totalmente coberto pela sua boca, e ele podia sentir que a qualquer momento entraria em erupção sem pré-avisos. Ela, continuou ferozmente chupando aquilo, como um animal selvagem que passou anos num deserto e finalmente encontrou a comida que foi feito para comer.

O rapaz já não aguentava mais, e pediu uma trégua, para que fossem até um local onde ele poderia descansar. Mas ela não queria. Atravessaram a calçada, e ele, às custas, andava com aquela coisa pesada entre as pernas, pingando esmegma, bêbado de tesão, com a alma quase escapulindo do corpo de tanto êxtase. Enfim sentou-se num banco de madeira, daqueles de praça, perdido numa calçada. Ela continuou o ataque. Estava frio, era madrugada, mas a área da virilha do rapaz estava fervendo tipo lava. Mordia os lábios para resistir à ejaculação, e estava consciente de que seu corpo derretia. Seu corpo estava como um sorvete sendo chupado por aquela diaba de sêmen, e parecia que toda a sensibilidade do seu corpo estava concentrada naquele ponto, no seu penis erectus. Se ele aspergisse o seu sêmen na boca dela, a alma sairia junto.

Ela tinha luvas negras, de tecidos finíssimos e muito colada na pele. Tinha uma espessura escorregadia, tanto que quando agarrava e brincava com as bolas dele, com seu tato sentia os espermatozoides indo à loucura dentro daquilo.

O rapaz estava fora de órbita. De fato, não estava mais consciente. Ele estava morto, não estava mais ali, sua alma não estava mais no seu corpo, e nada mais, além daquele demônio, poderia despertá-lo. Ele era seu pênis. Sentia a língua quente dela se enrolando nele, como uma língua de cobra com ponta dupla. E a sucção. Ah, a sucção, era como comida para um monstro.

“Pode ejacular quando quiser” ele ouviu de longe. Ele ejaculou, ou pelo menos tentou. Não estava conseguindo, alguma coisa o impedia. Isso o deixou maluco, parecia que todo o sêmen estava sendo guardado e acumulado e quando saísse seria como uma bomba. Ela estava com os dedos em forma de anel no fim do escroto e começo do falo. Prendia a sua ejaculação, e a sensação era de que seu pau iria explodir quando ejaculasse.

Suas mãos instintivamente pegaram-na pela parte de trás da cabeça. Sentiu os cabelos grisalhos e lisos. Era uma criatura única, assim como a sensação e a situação. Tinha os cabelos brancos de uma idosa, mas eram muito brancos que pareciam tingidos. Entrava em contraste com sua fantasia negra como a noite, e essas cores monocromáticas somadas ao acessório rosa que ela usava na cabeça dava-lhe um tipo de impulso prazeroso. Era a cor rosa na cabeça; era o seu rosto inocente; o comportamento vadiesco; o frio no corpo e o aquecedor bocal; a forma selvagem e animalesca de sucção; o simples fato de pensar que estava fodendo oralmente algo que não é deste mundo, natural de seu instinto corruptivo para coisas divinas e sagradas, dava-lhe um tesão que ninguém jamais sentira antes.

Quando o tecido de sua luva largou um pequeno escorrego na pele de seu instrumento, nada pôde conter a força com que seu sêmen ia até a boca dela. Mas o mais inconcebível era a capacidade dela de continuar sugando e engolindo toda aquela água branca e quente. Ele sentiu o escroto de seu pau murchar com a pressão que ela fazia. Quanto mais ele ejaculava, mais forte ela chupava. Houve um momento em que ele teve que fazer força para conter o sêmen, pois parecia que a coisa andava no seu pau sem sua vontade, apenas com o impulso da sucção dela. Sentia que ia morrer, mas ao mesmo tempo sentia que atingira o ápice do prazer. O prazer era tanto que seu pau doía de tesão. E seu corpo parecia estar dormente, como se, de fato, estivesse vazio, sem uma alma.

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